Sri Lanka – Dickeella/ Hiriketiya – Mar 2018

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Parti de Bara Beach, na direção de Tangalle, na companhia da minha amiga Belen (a argentina muito simpática, vegan). Ela ia até Galle e eu dei-lhe boleia, aproveitando para visitar o famoso forte da cidade, considerado património mundial pela Unesco. A fortificação original remonta a 1541 e foi construída pelos portugueses. Mas o forte é conhecido como sendo holandês, já que a atual construção foi toda reforçada em 1663, na sequência da sua tomada.
O forte está muito bem situado e conservado. Vale mesmo a pena visitar!

Passeámos pelas ruas estreitas, espreitámos bares, restaurantes bem decorados e lojas de artesanato convidativas. Andámos sobre a muralha e deliciámo-nos com a vista sobre o mar, enquanto partilhávamos conversas. Depois despedi-me da minha amiga e segui viagem.

                                                                 Praia de Hiriketiya

Estava assente que iria percorrer a estrada junto à costa. O Shan, condutor do tuk-tuk, foi muito simpático e amável e foi fazendo paragens nos principais pontos de interesse como Mirissa, Matara, Tallalla e Tangalle.

À medida que fomos avançando a floresta adensava-se e as estradas pareciam-me mais bonitas. Curiosamente, aparentava também aumentar a concentração de ocidentais e as breves inquirições que fiz levaram-me a constatar um aumento significativo dos preços, relativos a alojamento.

Depois de uma pequena odisseia para conseguir sítio para dormir, compatível com o meu orçamento (estive mesmo quase para regressar!), consegui um quarto muito simpático, em cima da praia de Hiriketiya! Tal feito resultou de ter despertado a simpatia de um senhor, o Manu. Após ter poisado as coisas, Manu, generosamente, levou-me a conhecer Dickeella. Uma sorte!

A dica de ficar em Hiriketiya tinha me sido dada em Bara Beach. Esta é a praia mais famosa da localidade de Dickeella e é de facto muito bonita. Uma baía de areia branca, banhada por um mar turquesa e limitada por coqueiros (entre outras árvores tropicais), é o palco e o parque de diversões para dezenas de estrangeiros que vêm aqui aprender ou fazer surf de nível fácil. Foi nesta praia que fiz uma surfada que me soube pela vida, na manhã do dia seguinte.

                                                               Djanir, Nirosha e eu

Nessa mesma noite conheci 3 israelitas muito simpáticos, que se encontravam na mesma homestay que eu. Acompanhei-os ao jantar. A área é bastante turística, oferecendo alguns bares e restaurantes com bom ar, dentro de um estilo mais descontraído ocidental. Não sei se por essa mesma razão, optámos por entrar no único que nos pareceu local – o Tsunami!

O restaurante oferece, entre outros pratos, um koththu de vegetais e um roti de banana e chocolate, de agradecer e chorar por mais! Mas sobretudo tem um pessoal super simpático e eu fiquei amiga deles muito espontaneamente.

Este estabelecimento é gerido por um grupo de amigos que tem também uma barraquinha na praia, em frente à homestay onde eu estava. Escusado será dizer que o meu tempo ali foi passado quase todo com eles. Nirosha, um dos sócios, foi especialmente solícito e, para além de umas boas gargalhadas, ajudou-me a decidir como ir até ao Udawalawe Nacional Park.

                                                                                                  Wewrukannala Buduraja Mahaviharaya
Apresentou-me o Djanir que foi sempre muito querido e atencioso, apesar de não ter a mesma facilidade em comunicar em inglês. Nessa tarde, ofereceu-se a levar-me de mota para conhecer o famoso Blow Hole – um buraco numa rocha em que, a água sai como um jato, quando o mar tem alguma ondulação. É, de facto, impressionante!
Mostrou-me ainda Wewrukannala Buduraja Mahaviharaya, um templo budista muito bonito e que me chamou a atenção por apresentar traços de sincretismo com a religião hindu. Muito interessante!

A minha última noite, junto à costa, passou-se de forma muito agradável, em convívio e despedidas sequenciais quer do pessoal do Tsunami quer da grupeta de Israel. Consegui ser regrada tanto nas “lions”, como no “arak” e “malibu”, já que me esperava madrugar e seguir viagem no dia seguinte.





English version

I left Bara Beach, in the direction of Tangalle, in the company of my friend Belen (the very friendly, vegan, Argentine). She went to Galle and I gave her a ride to visit the famous fort of the city, considered a UNESCO world heritage site. The original fortification dates back to 1541 and was built by the Portuguese. But the fort is known as being Dutch, since the present construction is the result of works done in 1663, after it was taken.
The fort is very well situated and maintained. Well worth a visit!

We strolled through the narrow streets, peeked into bars, well-decorated restaurants and inviting craft shops. We walked on the wall and we delighted ourselves with the view of the sea, while we shared conversations. Then I said goodbye to my friend and went on my way.

                                                                                   Galle Fort

I was sure I would take the road by the coast. Shan, a tuk-tuk driver, was very friendly and kind and he made stops at major points of interest like Mirissa, Matara, Tallalla and Tangalle.

As we advanced the forest thickened and the roads seemed more beautiful. Interestingly, it also seemed to increase the concentration of Westerners, and the brief inquiries I made led me know the housing prices also increased.

After a little odyssey to get a place to sleep, compatible with my budget (I almost returned!), I got a very nice room, on Hiriketiya beach! This was a result of having conquered the sympathy of a man, Manu. After setting things up, Manu, generously, took me to meet Dickeella. Lucky me!

The tip of staying in Hiriketiya was given to me in Bara Beach. This is the most famous beach in the Dickeella and it is in fact very beautiful. A white sand bay, bathed by a turquoise sea and bordered by coconut palms (among other tropical trees), is the stage and amusement park for dozens of foreigners who come here to learn or to surf at an easy level. It was on this beach that I made a great surfing session, the morning of the following day.

                                                            Wewrukannala Buduraja Mahaviharaya

That same night I met 3 very nice Israelites, who were in the same homestay as me. I accompanied them to dinner. The area is quite touristy offering some nice looking bars and restaurants, within a more relaxed western style. I don’t know if for that very reason, we chose to enter the only one that seemed local to us - the Tsunami!

The restaurant offers, among other dishes, a koththu of vegetables and a roti of banana and chocolate, to give thank and to cry for more! But most of all, they have a super friendly staff and we became friends very spontaneously.

This establishment is run by a group of friends who also have a snack bar on the beach, opposite the homestay where I was. Needless to say, my time there was essentially with them. Nirosha, one of the partners, was especially solicitous and in addition to some good laughs, helped me decide how to get to Udawalawe National Park.

                            Blow Hole
He introduced me to Djanir who was always very dear and considerate, though he did not have the same facility in communicating in English. That afternoon he volunteered to take me on a motorcycle ride, to meet the famous Blow Hole - a hole on a rock in which the water runs like a jet, when the sea has some ripples. It is indeed impressive!

He also shown me Wewrukannala Buduraja Mahaviharaya, a very beautiful Buddhist temple that attracted my attention for showing traces of syncretism with hinduism. Very interesting!

My last night, by the coast, was very pleasant, in conviviality and sequential farewells of both the Tsunami people and Israelite group. I was able to constrain myself with the “lions”, the “arak" and the “malibu", since I expected to get up early and continue my trip  on the following day (reviewed by Maria João Venâncio).

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