Portugal - Quinta do Outeiro - Aug 2017

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Desde que me lembro de ser gente que as minhas férias de Verão (mesmo as mais curtas) passam pela Quinta do Outeiro. Consta que, no séc XVI, foi um antigo convento de frades contemplativos. Passou a fazer parte do património da família no início do sec XIX, pertencendo actualmente à senhora minha mãe.
Como o nome indica fica numa colina e tem uma vista privilegiada sobre o Mondego, cenário para o nosso programa imperdível diário - o pôr-do-sol.



Vir em Agosto aqui é literalmente um programa de família. Os meus irmãos, os meus tios, os meus primos e actualmente os seus respectivos filhos, todos nos reunimos à volta de uma pequena piscina e as conversas vão discorrendo, ao sabor do dia e da “brisa” da Figueira. 
Este ano foi para mim especialmente interessante notar como estas conversas se vão substituindo geracionalmente e as mudanças que se vão dando. É verdade, todos envelhecemos…

Mas para mim ir até lá é também estar no campo e fazer actividades ao ar livre. Adoro! E apesar de habitualmente não ter companhia (o resto do pessoal parece ter coisas mais importantes para fazer), usufruo destes momentos com particular prazer.
Gosto de respirar profundamente e escutar os sons dos grilos, o zumbir dos insectos e o chilrear dos pássaros. Milhafres, cegonhas, flamingos, andorinhas e muito mais, esta é uma área privilegiada para quem é apreciador da observação de aves.
Fico encantada também de ir apanhar fruta! Pêssegos, limões, maçãs e pêras são o possível de se colher agora, mas noutras alturas diverte-me apanhar laranjas, romãs, nozes e ginjas.


A beleza desta casa deve-se sobretudo à Lena e ao Quim, o casal que cuida desta propriedade todo o ano, adivinhando-se o amor com que o fazem, tal é o esmero com que a terra se apresenta.
Este ano tive o privilégio de acompanhar o Quim na ordenha das cabras e, como gosto de experimentar tudo, de verificar que a actividade exige técnica e treino. É do leite destas cabras que a Lena faz uns queijos absolutamente deliciosos.

Fui ainda com a minha sobrinha Madalena apanhar amoras para fazer uma tarte. 
Este fruto silvestre obriga a alguns cuidados quando o apanhamos, sendo impossível não nos arranharmos. Ainda assim um programa bastante divertido, com a Madalena a indicar-me onde estão as melhores (fazendo notar que não chega lá) e a comer grande parte delas antes de chegar ao recipiente. A caminho de casa apanhámos uns figos e a Madalena, colheu ainda umas maçãs que serviram para enriquecer a dita tarte idealizada (feita sob a orientação da minha mãe, que é profissional nestas lides).


Tenho uma cumplicidade especial com esta sobrinha, de quem gosto muito, muito. Ela não é particularmente fã de passeatas mas quando a desafiei para irmos fazer arborismo à Figueira da Foz, respondeu-me imediatamente que sim, sem qualquer hesitação.
No meu último dia, lá fui eu com ela até ao Parque Aventura, onde nos esfalfámos as duas por umas boas 3 horas, procurando fazer as 6 pistas disponíveis. 
Entre gargalhadas e provocações fomos cumprindo os desafios, muito embora tenha que confessar que a última pista não foi superada. Esforcei-me imenso, de tal forma que até pendurada de cabeça para baixo estive 😛. Ainda assim, não consegui sequer trepar à árvore, através da escada de corda disponível. Adivinham o disparate, não? 
E foi estoiradas e com um apetite impressionante que regressámos a casa. 

English version

Since I remember existing, my summer vacations (even the shorter ones) passed by Quinta do Outeiro. It is said that in the 16th century it was a former convent of contemplative friars. It became part of the family patrimony in the early nineteenth century and nowadays belongs to my mother.
As the name indicates it is on a hill and has a privileged view on the Mondego river, scenery for our daily must-see program - the sunset.


Coming here in August is literally a family program. My brother and sisters, my uncles, my cousins and now their respective children, we all gather around a small swimming pool and the conversations keep going on, following the flavour of the day and the Figueira "breeze".
This year, it was especially interesting for me to notice how these conversations are being replaced generationally and the changes that are taking place. It's true, we're all getting older ...

But for me, to go there is also to be in the countryside and to do outdoor activities. I love it! And although I usually do not have company (the rest of the people seem to have more important things to do), I enjoy these moments with particular pleasure.
I like to breathe deeply and listen to the sounds of crickets, the buzz of insects and the chirping of birds. Goshawks, storks, flamingos, swallows and many more, this is a privileged area for those who are fond of birdwatching.
I'm also delighted to go picking some fruit! Peaches, lemons, apples and pears are what you can pick now, but in other seasons it amuses me to pick oranges, pomegranates, walnuts and sour cherries.


The beauty of this house is due mainly to Lena and Quim, the couple who looks after this property all year. You can guess the love they put on it, such is the care with which the land presents itself.
This year I had the privilege of accompanying Quim in the milking of goats and, as I like to try everything, to verify that the activity requires technique and training. It is from the milk of these goats that Lena makes absolutely delicious cheeses.

I also went with my niece Madalena to pick blackberries to make a tart.
This wild fruit requires some care when we pick it up, and it is impossible to not get scratched. Still a very entertaining program, with Madalena telling me where the best ones are (warning me she cannot reach them) and eating a lot of them before reaching the container. On the way home we picked some figs and Madalena also picked some apples that served to enrich the said idealized pie (made under the guidance of my mother, who is a professional in these proceedings).


I have a special complicity with this niece, whom I like very, very much. She is not particularly fond of walks, but when I challenged her to go do some tree-climbing at Figueira da Foz, she immediately answered yes, without any hesitation.
On my last day, I went with her to Parque Aventura, where the two of us worked out for a good 3 hours, trying to tackle the 6 available tracks.
Through laughter and taunts we were fulfilling the challenges, although we have to confess the last track was not completed. I struggled so hard that even hanging upside down I was 😛. Still, I could not even climb the tree, using the available rope ladder. You can guess the nonsense, right?
And it was knackered and with an impressive appetite that we returned home (reviewed by Graça Braga).

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