Peru - Lima / Paracas - Sep 2017

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Só posso ter uma estrelinha que olha por mim, porque até agora só conheci pessoas muito boa onda, que me vão esclarecendo e indicando o caminho a seguir.
O meu último dia em Lima começou exactamente com uma delas, o Edwin – o primeiro amigo que fiz no Peru. 
Combinámos tomar café na famosa pastelaria de San António, em Miraflores e seguimos depois, juntos, até ao Centro histórico. Aqui, levou-me a um banca que vende bebidas de ervas medicinais, que os locais tomam por terem propriedades de limpeza do organismo. Bebi 3 diferentes!! Decidida a seguir as suas preciosas dicas, despedi-me do meu amigo com a promessa de voltarmos a estar juntos ao meu regresso.
Fui então directa ao Museu Central, que apresentava 3 exposições de arte peruana interessantíssimas! Uma do período pré-inca, outra sobre arte tradicional e a terceira sobre os mestres de pintura. Adorei!
Dali, segui até à Plaza Mayor, a mais famosa praça de Lima, com a sua Catedral, o Palácio do Governo e o edifício “de la Municipalidad”. Imponente!

Apesar do tempo cinzento, as ruas do centro histórico são muito coloridas e animadas, competindo pela atração dos inúmeros turistas que frequentam esta área. Explorei-as e fui até ao Convento de San Francisco talvez a mais famosa atração turística de Lima. E vale mesmo a pena visitá-lo! Por s/10 temos acesso a uma visita guiada não só ao Monastério como as suas catacumbas. Muito interessante!
Quando saí, fui ainda visitar o Parque de la Muralla, com a sua vista para o Serro de San Cristobal, passei no Convento de San Domingo e acabei a almoçar já muito muito tarde, uma chanfanita muito saborosa.

Fechei a minha estadia em Lima da melhor maneira! Aguardava-me nessa noite conhecer o Jordan, um peruano muito simpático e prestável, dono do Mana Lima hostel. Ao som de salsa cubana e na companhia de umas “Três Cruces” (cerveja local) e uns piscos, Jordan ajudou-me a comprar o bilhete de autocarro para a Paracas e a explorar possibilidades de sítios para ficar. Este peruano não só é muito simpático como um óptimo bailarino. Terminei assim a noite a dançar, naquela que seria a minha primeira aula de salsa neste país 😉

No dia seguinte, esperava-me ir até Paracas. Cheguei ao terminal de autocarros mesmo em cima da hora e, graças a um pequeno atraso, não perdi o meu transporte! 4 horas mais tarde chegava ao meu destino, adivinhando pela paisagem do caminho, que só podia estar num sítio incrível! Instalei-me num hostel e fui fazer o reconhecimento do local.

Paracas é uma cidade muito pequena, situada numa baía encantadora, rodeada por montes e montanhas completamente desérticas. Fui brindada com um pôr-do-sol lindíssimo, na presença de locais e pelicanos. Foi no porto que conheci a Maria, uma espanhola muito querida, que seria a minha companheira na visita às Islas Ballestas no dia seguinte.
Nessa noite depois de jantar, fui até ao bar do meu hostel onde tive a minha segunda aula de salsa. Não há peruano que não saiba dançar e tem a vantagem de não se ter que saber fazê-lo, já que as indicações são as de seguir o homem. “Não sou eu é que sou machista, é a música”, explicou-me o meu "professor" dessa noite 😄. Diverti-me a valer!


Bem pela fresquinha segui com a Maria espanhola, na tour às Islas Ballestas. Este passeio de barco permite avistar o geóglifo Candelabra, leões marinhos, pelicanos, pinguins e cerca mais 160 espécies de outros pássaros, numa paisagem de arcos e grutas rochosas. Adorei!
À tarde fiz a Reserva natural de Paracas, onde tive a sorte de ficar amiga do guia, Gino. Não tenho muito a dizer a não ser que este passeio é imperdível e a paisagem, pela sua beleza, completamente de cortar a respiração. La Catedral, a Playa Roja, Lagunillas, são algumas das paragens deste passeio maravilhoso.


De uma forma atribulada e sem pensar muito, decidi à hora de almoço que nesse dia arrancaria ainda até a Huacachina. E foi graças a Gino (que ligou para o condutor do autocarro pedindo que esperasse por mim) que segui ainda nessa tarde, para aquele que viria a tornar-se um final de dia extraordinário.

English version

I must have been born under a lucky star, as so far I've only met people who are very kind, give the low-down and point out a path that I may follow.
My last day in Lima started exactly with one of them, Edwin - the first friend I made in Peru. 
We agreed to have breakfast at the renowned San Antonio pastry shop in Miraflores and then we headed to the historic Center together. Here led me to a stall selling medicinal herbal drinks, that the locals take as body cleanse. I drank 3 different kinds!! 
Determined to follow Edwin's precious tips, I said farewell to my friend not without the promise of being together upon my return.
I then went straight to the Central Museum, that is showcasing 3 very interesting Peruvian art exhibits! One on the pre-Inca period, other covering traditional folk art and the last about the masters of painting. I loved it!
From there I went to Plaza Mayor, Lima's most notorious square, with its Cathedral, the Government Palace and the City Hall. Impressive!

Despite the gray weather, the colorful and lively streets of the historic center compete in attraction for the numerous tourists that frequent this area. I explored them and walked to the Convent of San Francisco, perhaps Lima's most famous tourist attraction. Totally worth the visit! For s/10 includes a guided tour not only to the monastery but also to its catacombs. How interesting!

Later, I visited the Parque de la Muralla, with a view over San Cristobal Mountain, followed to the Convent of San Domingo and ended up having very late lunch, a super tasty chanfanita.

My stay in Lima ended in the best possible way! It happened on the night I met Jordan, a very friendly and helpful Peruvian, owner of the Mana Lima hostel. Accompanied by Cuban salsa, a "Tres Cruces" (local) beer and some piscos, Jordan assisted me at purchasing a bus ticket to Paracas, as well to help explore the possibilities of places to stay. This fellow is not only a truly nice guy but as well a great dancer. That night ended with what would be my first salsa lesson in this country 😉

The next day, I'm on the way to Paracas. I arrived at the very last minute at the bus terminal, and thanks to a small delay, I did not miss my ride! 4 hours later I've reach my destination, guessing by the landscape of the road, that this could only be an incredible place! I checked in a hostel and went to a walk of recognition around the place.

Paracas is a very small town, located in a charming bay, surrounded by mountains and hills and completely deserted. I was greeted by a beautiful sunset, in the presence of local inhabitants and pelicans. It was at the port that I met Maria, a very sweet Spaniard, who would end up to be my companion on next day's visit to Islas Ballestas.

That night after dinner, I went to my hostel bar, where I had my second salsa lesson. There is no Peruvian soul who does not know how to dance! And there is some advantage in not knowing how to do it, since the rule is: follow the man. My 'teacher' explained me: "It's not that I'm a male chauvinist, it is the music" 😄. I had such a blast!

Very early rising, together with Maria, we started  the tour to the Ballestas islands. This boat trip allows you to see the geo-glyph Candelabra, sea lions, pelicans, penguins and about 160 species of other birds in a landscape of arches and rocky caves. Lovely!

In the afternoon I visited the Paracas Nature Reserve, luckily to become friend of the guide, Gino. Not much to say unless that this tour is unmissable and that the beauty of its scenery completely breath-taking. The Cathedral, the Red Beach, Lagunillas, are some of the stops of this wonderful trip.

In a checkered way and without thinking too much, by lunch time I've decided to still head to Huacachina. And it was thanks to Gino (who called the bus driver asking him to wait for me), that I still proceeded for what would become an extraordinary day's end (reviewed by MC Alfarim).



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