quinta-feira, 30 de março de 2017

Thailand / Singapore - End of Journey - Mar 2017

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Estou estoirada.
Neste momento a fazer escala em Frankfurt, depois de um voo de 12h30, vindo de Singapura!
Estou a fechar esta viagem, de regresso a casa para celebrar o meu aniversário e o do senhor meu pai.
 Os últimos dias em Koh Lanta foram para mim de preparação para a partida.
As minhas rotinas diárias foram feitas com uma consciência acrescida de que estavam limitadas no tempo e por isso mesmo particularmente saboreadas. Desde o snorkeling, ao assistir ao pôr-do-sol, passando pela panqueca de banana com chocolate  e ao tempo com os meus amigos (obviamente!). 
Assisti às primeiras chuvadas, antecipadas de um vento forte mas agradável já que o calor se torna mais brando. 
Tive a oportunidade de fazer um trekking muito bonito e conhecer umas cascatas que, apesar de pequenas, me pareceram lindíssimas. Explorei mais uma praia - chamada de "Last beach" - ainda que existam pelo menos mais duas a seguir a esta.
Fiz ainda no último dia uma visita ao que julgo ser o único templo Budista da ilha e, sem estar a contar, dei por mim a ter uma conversa muito inspiradora com um monge.

Entretanto Anne, Pong e eu resolvemos fazer um jantar de despedida. Fui com ela ao supermercado e comprámos os produtos que ela considerou necessários, dos quais destaco uma espécie de amêijoas inacreditavelmente gigantes!
Convidei o "Papa" Jack e a Elara para se juntarem ao resto do pessoal, já que gosto deles de uma forma muito especial. 
Fiquei muito sensibilizada porque percebi o cuidado e amizade com que a Anne preparou o nosso repasto, composto de espetadas de carne, ananás e tomate, espetadas de lulas e camarões e amêijoas gigantes grelhadas. Uma delícia!
"Papa" Jack e a Elara ofereceram a cerveja e nós ficamos em amena cavaqueira até tarde. Os meus companheiros de dormitório (3 finlandeses) juntaram-se mais tarde.
No dia seguinte estava a pé às 6h da manhã para arrumar as últimas coisas antes de partir para Krabi.
Tal não é a minha surpresa quando me apercebi da presença do "Papa" Jack na recepção, única pessoa aquela hora da manhã, que fez questão de me fazer companhia até eu me ir embora. E foi sensibilizada e grata que me despedi dele, sem dúvida uma das pessoas mais sensíveis que tive a oportunidade de conhecer até hoje.

A viagem para Singapura foi dura, tendo terminado com a minha chegada a casa do Zé Cláudio, às 2h da manhã do dia seguinte!
É engraçado que a vida se encarrega de nos ajudar em alguns movimentos. A minha estadia em Singapura foi vivida como de transição para Portugal. Estar com o meu amigo Zé e a Pinky é já estar em família. 
O Boca, restaurante português de que são donos, vai mudar de instalações e naquele fim-de-semana disponibilizava as últimas refeições naquele espaço. Foi com enorme prazer que lá fui jantar na sua companhia, do Afonso (primo do Zé) e do Tommaso (um amigo italiano). 

Meus senhores, não que a comida tailandesa não seja deliciosa, mas, passados 2 meses, ser brindada com pastéis de bacalhau, picapau, salada de polvo, polvo à lagareiro, presunto ibérico, camarões, pastéis de nata, mousse de chocolate, tudo bem regado com um bom vinho tinto Douro, é absolutamente genial!! Entretanto o Daniel, sócio gerente do restaurante, responde a tudo com despacho e sentido de humor e o Hélio, chef de cozinha, é uma simpatia. 
Soube-me tãooo bem😃
No dia seguinte fui conhecer a ilha de Ubin, uma das ilhas que pertence a Singapura, tendo o privilégio de ter como guia o meu amigo Grant Pereira, Presidente dos Green Volunteers e que me mostrou algum do trabalho que desenvolvem, nomeadamente no que respeita à educação ambiental.
E terminei o meu dia com outro jantar fabuloso no restaurante do irmão, Keith - Oak Room

Eu até achei que pudesse regressar um pouco mais magra mas depois de um paté biológico, um presunto delicioso, um creme de marisco, um bife que se cortava parecia manteiga e um pudim especial acompanhado de gelado de baunilha, esqueçam! O meu anfitrião deu-me ainda a provar 2 vinhos brancos e um tinto muito agradáveis. Adorei! A refeição e a companhia!
O dia seguinte foi mais a descansar e a fazer a mala, pois sabia que a viagem de regresso a casa seria exigente. E acabei de reparar no que já sabia, a nossa boca e estômago são habitualmente os  primeiros a garantir que não nos esquecemos de onde somos 😋

English Version 
I’m worn out.
At this very moment I’m in Frankfurt, just a stopover after a 12-and-a-half-hour flight coming from Singapore!
Closing this trip, I'm going back home to celebrate my birthday as well as my father's.

The last days in Koh Lanta were a preparation for the end of this journey.
Throughout my daily routines I was increasingly aware that it would all end very soon, so I particularly enjoyed every bit:  snorkelling, watching the sunset, having the banana pancakes with chocolate and spending time with my friends (obviously!).
I witnessed the first rains, anticipated by a strong but pleasant wind, as the heat became milder.
I had the opportunity to do a very beautiful trekking and get to know some small but very beautiful waterfalls. I explored another beach —– the so-called "Last beach", despite at least two others right next to it.
On the last day, I also visited what I believe is the only Buddhist temple on the island, and unexpectedly found myself having a very inspiring conversation with a monk.

Meanwhile Anne, Pong and I decided to have a farewell dinner. At the supermarket, me and her bought the products she considered necessary, of which I highlight a kind of unbelievably giant clams!

I invited "Papa" Jack and Elara to join us, since I care for them in a very special way.
I was very touched by the loving and friendly way Anne prepared our meal, which consisted of meat, pineapple and tomato kebabs, as well as squid, and prawns, and grilled giant clams. A delight!

"Papa" Jack and Elara offered the beer, and we stayed together until late. My roommates (three Finns) joined us later.
The next day I was up at 6 o'clock in the morning to get the last things done before I left for Krabi. And what a beautiful surprise it was when I saw Papa Jack's at the reception! At that early hour, he was the only person around, and insisted on keeping me company until I was gone.
I was moved and grateful to him. He is undoubtedly one of the most sensitive persons I’ve ever had the chance to meet.

The trip to Singapore was hard, having ended with my arrival at Zé Cláudio's place the next day at 2 a.m.!
It's funny how life helps us out in some transitions. The short stay in Singapore served as an adjustment to move back to Portugal. Being with my friend Zé and Pinky, I felt in family already.
Boca, their Portuguese restaurant, will be changing place, and that weekend was the last in the old facilities. It was a great pleasure to have dinner with him, and Afonso (Zé’s cousin), and Tommaso (an Italian friend).
Mark me, Thai food is really delicious, but after two months of exclusive Thai, it was absolutely great to have all those toasts with cod crayons, pickles, octopus salad, octopus “à lagareiro”, Iberian ham, prawns aura, cream cake, chocolate mousse, together with good Douro red wine!! Meanwhile, Daniel, the managing partner of the restaurant, responds to everything with dispatch and sense of humour, and Hélio, chef de cuisine, is truly nice.
It was such a great time! 😊

The next day I went to see the island of Ubin (part of Singapore). I got the privilege of having my friend Grant Pereira, President of the Green Volunteers, showing me some of the work they do on environmental education.
And I ended up having another fabulous dinner at his brother Keith’s restaurant - Oak Room .

I even dreamed of coming back to Portugal a little slimmer, but after a biological pâté, a delicious ham, a cream of seafood, a steak that felt like butter and a special pudding accompanied by vanilla ice cream... hum, I simply had to forget about it! My host even made me try two very nice white wines and a wonderful red one. Loved it! The meal and the company!
 
The next day I mostly rested and packed my things. I knew my trip back home would be demanding.
And then I realised what I already knew deep inside: our mouth and stomach are usually the first to make sure we do not forget where we are from.😋 (reviewed by Inês Hugon - Thank you so much!!)

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