quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Thailand - Chiang Mai ( 1ª parte) - Fev 2017


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Dedicada à minha irmã Marta, que faz hoje anos!! Beijos, maninha 😘

Chiang Mai... para mim uma cidade inevitavelmente ligada às relações que estabeleci. Passo a explicar porquê 😉
Cheguei à hora do almoço de 2a feira. Tinha a renovação do visto para fazer e pensei que poderia despachar essa situação. Um disparate!
Apanhei um tuk tuk com uma austríaca, em direção ao aeroporto, o que foi óptimo para ela pois dividimos despesas. Já eu constatei não só que era feriado como a renovação do visto era na outra ponta da cidade 😏

Fui então à procura de hostel na Cidade Velha, zona onde param todos os turistas, colorida, pejada de hostels, restaurantes, lojas, bares, casas de massagens e de beleza e muitos muitos templos. Um espaço fervilhante de vida sobretudo durante o dia, mas que se não fosse o "MAPS.ME" app, dificilmente conseguiria orientar-me, já que as ruas são para mim todas muito parecidas. 

Compensei-me com uma massagem Thai, que me soube pela vida, e tive o prazer de jantar com a Jennifer e a Elaine, duas senhoras americanas, super dinâmicas e simpáticas que conheci em Pai. Alertaram-me para eventuais dificuldades na renovação do visto e eu fiquei expectante. Tinha que decidir rapidamente para onde iria no próximo mês, sendo que na minha cabeça, o lugar tinha de ter necessariamente mar. Estou a ressacar água salgada! 

Vestida de forma cuidadosa fui bem cedo até à Polícia da Imigração. Apesar de ser uma confusão, não tive grandes dificuldades e despachei-me relativamente cedo. 
No regresso, apanhei boleia de dois senhores de origem árabe, a viver na Alemanha, que simpaticamente me convidaram para beber um sumo. Tive uma conversa muito interessante. Um deles é escritor e pensador. 
É extraordinário como me confrontou com o facto do nosso contexto influenciar a forma como vemos a realidade e a importância que tem de fazermos movimentos de distanciamento, se quisermos tentar perceber realmente algumas coisas quando falamos com outras pessoas. 

Eu estava particularmente feliz porque tinha conseguido renovar o visto e a certa altura ele expressava a dificuldade em estar com pessoas espirituais (avaliando-me, pelos vistos, como tal), por parecerem sempre felizes aos seus olhos. Demorei a processar (e não foi na hora!).
Regressei ao meu hostel pensativa mas julgo agora que compreendi o que me estava a tentar dizer. Se o meu país estivesse completamente destruído pela guerra, mesmo que não vivesse nele, provavelmente sentiria um enorme sofrimento. Para algumas pessoas que sofrem muito ou com uma sensibilidade muito especial, se calhar poderá ser irritante ver outros felizes, como se nada se passasse. 
Não mudou em nada a minha intenção de querer estar em paz comigo própria e a saborear quaisquer pequenos prazeres da vida, mas ajuda a empatizar com aquele senhor (bom homem por sinal) e a perceber que a conversa não tinha a ver especificamente  comigo. Não era um ataque, era um apelo à compreensão sobre o sofrimento. 


Nessa tarde fui dar uma volta na Cidade Velha com a Lili, uma dinamarquesa, muito querida e com enorme sensibilidade. Destaco a visita aos templos Wat Chedi Luang e Wat Phra Sing, sendo que gostei particularmente do primeiro. Despedi-me da minha recém amiga, com a esperança de a reencontrar quando for para o Sul e passei o resto da tarde a comprar passagens de avião (coisa sempre empolgante para mim!)
Nessa noite jantei ainda com uma grupeta de rapazes (2 belgas e 1 alemão - Viktor, Arno e Manu) muito boa onda, que conheci em Pai. Muito simpáticos e divertidos, partilhámos comida e sonhos. Adorei a noite e a conversa e assumo que fiquei curiosa quanto ao seu percurso. Feliz, porque desconfio que, para cada um e à sua maneira, vai ser em grande! 😊


English Version

Chiang Mai ... for me is a city inevitably linked to the relationships I have established. I will explain why 😉
I arrived at lunch time, on a Monday. I had the visa renewal to do and I thought I could get it out of the way quickly. Such nonsense!
I took a tuk tuk with an Austrian girl, towards the airport, which was great for her because we shared expenses. However, I realized not only that it was a holiday but also that to renew my visa I needed to go to the other side of the city 😏

So, I decided to look for  a hostel in the Old City, an area where all the tourists stop, colorful, plenty of hostels, restaurants, shops, bars, massage and beauty houses and many many temples. It is a space full of life, especially during the day! However, if it were not for the "Mapsme" app, I would hardly be able to orient myself, since the streets all look very similar to me.

I rewarded myself with a Thai massage, which  felt so good! 
Then I had the pleasure of having dinner with Jennifer and Elaine, two super-dynamic and friendly American ladies who I met in Pai. During our time together, they alerted me to several difficulties in visa renewal and I started to think about the days ahead. 
I had to decide quickly where I would go next month, and in my head the place had to have sea. I'm missing terribly salty water!

Dressed carefully, I went very early to the Immigration Police. Although it was a mess, I did not have much trouble extending my visa and I was out of there in no time.

 On the way back, I took a ride with two gentlemen of Arab origin, living in Germany, who sympathetically invited me have a juice with them. We had a very interesting conversation. One of them is a writer and a thinker.
It's extraordinary how he confronted me with the fact that our context influences the way we see reality. If we really want to understand another person it is very important to be aware of our own context and momentarily step out of it.


The fact is I was particularly happy because I had been able to renew my visa. At one point he expressed the difficulty of being with spiritual people (judging me, apparently, as such) because they always seemed happy to his eyes... It wasn't until later that I could process what he was trying to say to me.
I returned to my hostel thinking about our conversation. Then I realized that if my country were completely destroyed by war, even if I weren't there, I would probably feel tremendously hurt. For some people who suffer a lot or with a very special sensitivity, it may be annoying to see others happy, as if they were insensitive to their suffering.

As I allow mysel to think about the conversation that we had, I was able to empathize with that gentleman (good man, by the way) and to realize that the conversation was not specifically about me. It was not an attack, it was a call to understanding about suffering. My intention of being in peace with myself and to enjoy any little pleasures of life did not change. On the contrary it was made stronger. 

That afternoon I went for a walk around the Old City with Lili, a dear danish girl with great sensitivity. We  visited the temples Wat Chedi Luang and Wat Phra Sing,  and I particularly enjoyed the first one. 
At the end of the day, I said goodbye to my new friend, hoping to find her again when I go south. I spent the rest of the afternoon buying airline tickets (something always exciting for me!)

That night, I had dinner with a group of boys (2 Belgians and 1 German - Viktor, Arno and Manu), good people who I met in Pai. They are  very friendly and fun. We shared food and dreams. I loved the evening and the conversation and I assume that I was curious about their future. I am happy, because I suspect that they will be great, for each in there own way 😊 (Reviewed by James Smith - Thank you so much!!!)

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