domingo, 2 de outubro de 2016

Cabo Verde - Ilha de Maio (1ª parte) - Out 2016





Decidi passar o fim-de-semana na ilha de Maio. 
Comprei bilhete de barco para, 6a feira, tinha que estar no porto às 15h. 
A Laura (a espanhola despachada e descontraída) e um amigo dela, Ritxa Kursha, decidiram acompanhar-me em cima da hora. Uma surpresa super agradável :)
O Ritxa Kursha é  um rapaz rastafari muito boa onda, que vim a descobrir ser um famoso cantor  rap da cidade da Praia. É também graças a ele que adotei a frase: "está tranquilo, está favorável!", utilizada por ele amiúde, e que se aplicou perfeitamente à viagem que fizemos de barco. 

Chegados ao porto, se não fosse a Laura nunca poderia adivinhar que bastava andarmos 10min pela praia e estávamos no Porto Inglês, onde se encontra a avenida principal e também a residencial onde ficámos, após regatearmos o preço dos quartos.
À hora que chegámos, foi poisar as coisas e sair. 

Deu para virar umas kriolas enquanto fazíamos o reconhecimento de algumas das ruas mais próximas e o Ritxa despachava um frango assado (estava cheio de fome!)
Terminámos em frente a um bar na praia, com os pés na areia.
Juntaram-se a nós o Yaka, um rapaz muito simpático que também  veio no barco connosco, e o Israel, um artesão, percussionista e que acumula funções como interpretador de sonhos.

O ponto alto da noite, para mim, foi pouco mais tarde quando, sob o foco de luz de um barco que apontava para a areia, o Israel chama atenção para a sombra de uma carapaça de tartaruga que se aproximava. Ficámos em silêncio, e passados alguns momentos, tal como surgiu, a tartaruga partiu mar a dentro. Mágico!


Só no dia seguinte percebi que estava no paraíso e que nos tinha saído a sorte grande, à séria! A residencial tinha uns terraços muito simpáticos, com uma vista privilegiada sobre uma praia magnífica, de areia branca, pintalgada de barcos e um azul de mar hipnótico de bonito. A dona é uma senhora italiana muito simpática (que só fala de facto italiano) e a "gerente" a Maria, uma mulher de Maio, com imenso afeto (apesar de não ter feito um ar contente com o regatear do preço) e que a pouco e pouco virou nossa "mamazita" :)


Alugámos um carro, com tração às 4 rodas, para dar a volta à ilha e arrancámos os 3 (eu, Laura e Ritxa),  comigo ao volante.
Fomos diretos a Ribeira D. João e depois nem vos sei explicar bem, mas através de picada, por montes sem caminho definido, chegámos a uma praia selvagem, fabulosa! Quando mergulhei na água, lembro-me de pensar que estava preparada para conduzir em qualquer lado.


Seguimos depois caminho passando por Figueira Seca, Pilão Cão, Alcatraz, Pedro Vaz, Praia Gonçalo, Santo António e Cascabulho. As paisagens são extraordinárias! Apesar do verde que se vê nesta altura, adivinha-se que a maior parte do ano deve ter um aspecto lunar, de tão árido que é o terreno.

Resolvemos parar para almoçar em Morrinho, onde fiz amizade com uns meninos muito queridos e curiosos, julgo que  sobretudo com o meu tom de cabelo e cor de pele. Foi bem divertido!

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